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Atuação dos maiores bancos do mundo aponta para consolidação do bitcoin em 2021

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29 March 2021

O que um grande banco diz publicamente nem sempre representa as reais expectativas da instituição. Segundo uma das principais fontes de informação sobre criptomoedas e o mundo digital, o site americano Decrypt, os maiores bancos do mundo não conseguem mais ignorar as criptomoedas, especialmente a mais conhecida delas, o Bitcoin (BTC).

Com capitalização de mercado de US$ 1 trilhão segundo relatório do Deutsche Bank, o Bitcoin já é a terceira maior moeda do mundo e aparece com frequência em ações e intenções de grandes bancos.

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O CitiGroup, por exemplo, afirmou recentemente que o Bitcoin está próximo da ampla adesão e pode se tornar a moeda preferencial para o comércio global. Já o Morgan Stanley anunciou planos de fornecer acesso a fundos de Bitcoin para seus clientes e comprou participação de 10% na MicroStrategy – empresa conhecida como grande defensora da alocação de recursos em criptomoedas.

São movimentações que mostram uma evolução natural segundo um dos fundadores da Dynasty Global Investments AG, Fábio Asdurian: “Já tinhamos a expectativa de assistir a essa aceitação do mercado cripto desde antes da criação da Dynasty na Suíça em 2016. Em muitos casos, o que estamos assistindo são ações concretas, ocorrendo em sequência, que deixaram de ser apenas expectativas”.

Assim, enquanto o Morgan Stanley afirma que criptomoedas podem estar se transformando em “classe investível” de ativos, o alemão Commerzbank investe na startup israelense Curv, especializada em criptomoedas, adquirida recentemente pelo PayPal. E o Goldman Sachs anuncia que vai abrir mesa de negociação para futuros de Bitcoin, mesmo tendo negado no passado que a moeda seja uma classe legítima de ativos.

"Já tinhamos a expectativa de assistir a essa aceitação do mercado cripto desde antes da criação da Dynasty na Suíça em 2016."

– Fabio Asdurian, Founder and Co Ceo

Um dos maiores bancos de investimento, o JP Morgan Chase, projetou um preço de US$ 146 mil para o bitcoin, em grande contraste com declarações de 2017 de seu CEO: Jamie Dimon chamou o Bitcoin de “fraude” e disse que demitiria qualquer negociador do banco que se envolvesse com essa tecnologia. E um dos bancos mais antigos dos Estados Unidos, o BNY Mellon, anunciou em fevereiro que vai armazenar Bitcoins e outros criptoativos para seus clientes.

“Grandes players estão se movimentando e os sinais são significativos e cada vez mais evidentes. Caixas eletrônicos que trabalham com criptomoedas já marcam presença nos Estados Unidos e aqui no Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários já autoriou uma gestora brasileira de criptoativos a administrar carteiras de valores mobiliários em criptomoedas”, completa Asdurian.

O significado de tudo isso pode estar na declaração ao site Decrypt do diretor da corretora israelense eToro, Guy Hirsch: “Quando os maiores custodiantes do mundo anunciarem que vão fornecer serviços de custódia para criptoativos, será um ponto de virada para o mercado.”


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